A morte do bebê Kalebe Josue da Silva, de apenas 1 ano, ganhou contornos ainda mais dolorosos para a família, que enfrentou duas perdas consecutivas em um curto intervalo de tempo. O caso, ocorrido entre Campo Grande e Terenos, é investigado por suspeitas de maus-tratos e violência sexual contra a criança.
Um dia antes do sepultamento do menino, realizado nesta sexta-feira (1º), os familiares haviam se despedido do bisavô materno de Kalebe. O idoso, de idade avançada, morreu possivelmente por causas naturais e foi enterrado na quinta-feira (30), mesma data em que o bebê não resistiu aos ferimentos após permanecer internado em estado grave desde o dia 28.
A sequência de acontecimentos abalou profundamente os parentes, que precisaram lidar com dois velórios em menos de 48 horas, intensificando o clima de dor e consternação.
Velório marcado por tensão e revolta
O clima durante a despedida do bebê, realizada em Terenos, foi de forte comoção, mas também de indignação. A mãe da criança, que está presa preventivamente, recebeu autorização judicial para participar do velório e chegou ao local sob escolta policial.
A presença da mulher gerou revolta entre algumas pessoas que acompanhavam a cerimônia, diante das suspeitas envolvendo o caso. Houve momentos de tensão, com manifestações verbais contra a mãe. A situação só foi controlada após um dos presentes intervir, pedindo respeito diante da dor da família e lembrando que as investigações ainda estão em andamento.
Por orientação das autoridades, o espaço foi momentaneamente esvaziado para que a mãe pudesse se despedir do filho de forma reservada. Em estado de abalo emocional, ela permaneceu por alguns minutos ao lado do caixão antes de ser levada de volta à unidade prisional.
Caso segue sob investigação
As circunstâncias da morte de Kalebe estão sendo apuradas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente. A mãe e o padrasto foram presos em flagrante após o caso vir à tona.
Segundo informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada após uma motorista de aplicativo relatar a situação. A criança estava em uma residência no bairro Santa Luzia, em Campo Grande, quando precisou ser socorrida.
Em depoimento, os dois negaram envolvimento direto nas agressões. A mãe afirmou que trabalhava e deixava o filho sob os cuidados do companheiro, alegando desconhecer qualquer tipo de violência. Já o padrasto disse que encontrou o menino ferido após deixá-lo sozinho por alguns instantes durante o banho.
As versões apresentadas não convenceram, em um primeiro momento, os investigadores, que seguem reunindo provas para esclarecer as circunstâncias do caso.















