A possível transferência do domicílio eleitoral da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), de Mato Grosso do Sul para São Paulo, com foco nas eleições gerais deste ano, pode impactar diretamente o cenário político sul-mato-grossense. Caso a mudança se confirme, a chapa formada pelo ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato ao governo pelo PT, e pelo deputado federal Vander Loubet, que disputará o Senado, tende a perder força.
A avaliação é do cientista político Tercio Albuquerque, que destaca o peso eleitoral de Simone Tebet no Estado. Segundo ele, a ministra aparecia bem posicionada nas pesquisas e exercia um papel estratégico ao atrair eleitores que não integram, tradicionalmente, a base do Partido dos Trabalhadores.
Para o analista, além da visibilidade nacional, Simone reúne atributos relevantes no debate público, como experiência política, bom desempenho em discussões e o fato de integrar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ministério considerado central. “A presença dela dava uma consistência que a dupla não tem sozinha”, avalia.
Ainda de acordo com Albuquerque, mesmo que Simone tente apoiar a chapa petista à distância, o efeito prático seria limitado. “Sem ela concorrendo no Estado, fica mais difícil para o PT alcançar uma votação mais expressiva, ainda que Lula esteja no comando do país”, analisa.
Reação dos pré-candidatos
Procurado para comentar o cenário, Fábio Trad minimizou os impactos da possível saída de Simone Tebet da disputa em Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a eventual candidatura da ministra em São Paulo não altera o quadro político estadual para o palanque do PT.
Trad lembrou que Simone já declarou publicamente apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), o que, na avaliação dele, afasta qualquer prejuízo direto à sua campanha. “Se isso se confirmar, não nos afeta”, afirmou.
Já Vander Loubet ressaltou a importância de Simone Tebet no segundo turno das eleições presidenciais de 2022 e no atual governo federal, mas ponderou que o projeto dela para o Senado em Mato Grosso do Sul sempre enfrentou obstáculos.
Segundo o deputado, o principal entrave estaria no posicionamento político da ministra, que declarou apoio simultâneo à reeleição de Lula e de Riedel. Para Vander, essa postura cria resistência tanto entre aliados do governador, ligados à direita e à extrema-direita, quanto dentro da militância petista.
“O eleitorado do PT dificilmente aceitaria apoiar uma candidatura que estivesse alinhada ao governador, e, do outro lado, o grupo do Riedel não aceitaria alguém que apoia Lula”, avaliou.
Ele também citou resistências internas no MDB, partido de Simone, lembrando que parte das lideranças da sigla não concorda com o apoio dela ao presidente da República. Apesar disso, Vander reconheceu que o contexto político mudou desde as declarações feitas anteriormente pela ministra.
Cenário aponta para São Paulo
Para Vander Loubet, cresce a cada dia a possibilidade de Simone Tebet disputar as eleições por São Paulo. Ele não descarta, inclusive, uma eventual troca de partido, com a ministra podendo concorrer por outra sigla, como o PSB.
Segundo o deputado, Simone tem hoje forte prestígio no cenário paulista, tanto junto ao eleitorado quanto no meio empresarial, além de bons índices em pesquisas de intenção de voto. “Isso ajuda a explicar por que São Paulo se tornou uma alternativa cada vez mais concreta”, concluiu.
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