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Reviravolta em Coxim: Justiça decreta prisão preventiva de ex-marido por morte de Nilza Lima

Imagens de câmeras de segurança, depoimentos e reprodução simulada auxiliaram na identificação da autoria do crime. (Foto: Divulgação/PCMS)

O desenrolar das investigações sobre o assassinato de Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, trouxe novos desdobramentos nesta terça-feira, 10 de março. A Polícia Civil formalizou o pedido de conversão da prisão temporária em preventiva para Márcio Pereira da Silva, de 46 anos, principal suspeito de ter desferido os golpes de faca que vitimaram a ex-esposa no final de fevereiro. Em contrapartida, o filho do casal, que também estava detido, teve sua soltura solicitada após as provas indicarem que ele não teve participação direta no crime.

A elucidação do caso ganhou força após a realização de uma reprodução simulada dos fatos e a análise minuciosa de dispositivos de segurança da vizinhança. Embora pai e filho tenham sido presos em flagrante logo após o crime devido a históricos de violência e depoimentos contraditórios, o cruzamento de dados tecnológicos e testemunhais foi decisivo para individualizar as condutas. Ao todo, a delegacia responsável ouviu 23 pessoas, entre vizinhos, parentes e os primeiros policiais que chegaram à cena.

Imagens de monitoramento captadas às 3h17 da madrugada do crime mostram Nilza ainda com vida, o que permitiu delimitar o intervalo exato do ataque. Áudios obtidos por câmeras próximas registraram uma discussão acalorada iniciada logo após a chegada de Márcio à residência. Um dos registros mais impactantes revela o momento em que o filho sai da casa, por volta das 3h30, e uma câmera capta a frase: “meu pai acertou ela”.

Outro ponto crucial para a investigação foi a cronologia do socorro. Enquanto o crime ocorreu por volta das 3h30, o ex-marido só buscou auxílio externo às 4h17, quando a vítima já estava sem sinais vitais há quase uma hora. A arma do crime, uma faca com vestígios de sangue, foi encontrada somente em uma segunda perícia detalhada, escondida sob um sofá próximo ao local onde o corpo foi achado.

Com a comprovação de que o relato do jovem era condizente com as provas técnicas, a autoridade policial concluiu pela autoria exclusiva de Márcio Pereira da Silva. O inquérito deve ser finalizado nos próximos dias, aguardando apenas laudos laboratoriais complementares. O pedido de prisão preventiva agora segue para validação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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