Uma mulher trans foi resgatada pela polícia após sofrer uma série de agressões e ser marcada com uma queimadura em formato semelhante ao símbolo da suástica nazista. O caso ocorreu na madrugada deste sábado (14), no município de Ponta Porã, a cerca de 313 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada por uma equipe da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em frente à rodoviária da cidade, após uma denúncia registrada no sistema informatizado de atendimento (CADG). Ela apresentava múltiplas lesões graves pelo corpo, incluindo hematomas na cabeça e uma queimadura no braço esquerdo com desenho semelhante ao símbolo nazista.
Segundo as autoridades, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul como possível tortura e violência planejada.
Em relato inicial aos policiais, a vítima afirmou que foi levada, junto com seu então companheiro, até a residência de duas outras pessoas. No local, as agressões teriam começado dentro de um escritório da casa e continuado na área externa do imóvel.
Ela contou ter sido agredida com um taco de sinuca e uma vassoura, além de sofrer socos, joelhadas e pisões. Em determinado momento, ao tentar pedir ajuda, seu celular foi danificado com uma faca por uma das pessoas envolvidas.
Ainda segundo o relato da vítima, um dos suspeitos teria ordenado que outra pessoa aquecesse uma faca, que posteriormente foi utilizada para provocar a queimadura em seu braço esquerdo, formando o desenho semelhante à suástica.
Após as denúncias, equipes policiais se deslocaram até o endereço indicado. Nas proximidades da residência, um dos suspeitos foi localizado e imediatamente reconhecido pela vítima, recebendo voz de prisão.
Durante a abordagem, o homem admitiu ter desferido dois socos na vítima e também confessou ter segurado a mulher enquanto os outros envolvidos realizavam as agressões.
Posteriormente, os policiais seguiram até a casa dos outros dois suspeitos. Com apoio de equipes da Força Tática, os agentes conseguiram contato com um dos moradores, que abriu a porta e conversou com as autoridades.
Todos os envolvidos foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso foi registrado e segue sob investigação. A perícia também esteve no local apontado como cenário das agressões, mas não encontrou objetos ilícitos durante a vistoria.
As circunstâncias do crime e a participação de cada um dos envolvidos continuam sendo apuradas pelas autoridades.















