Uma jovem de 28 anos procurou a Polícia Civil após descobrir que um vídeo íntimo armazenado em seu celular foi acessado e gravado por um técnico durante um atendimento em uma assistência técnica localizada em um shopping de Campo Grande. O caso foi registrado e está sendo investigado pelas autoridades.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima levou o aparelho até a loja para solucionar um problema técnico. Durante o atendimento, o funcionário solicitou autorização para conectar o celular à rede Wi-Fi do estabelecimento, procedimento considerado comum nesse tipo de serviço.
No entanto, enquanto realizava testes no dispositivo, o técnico teria acessado, sem consentimento, a galeria de fotos e vídeos da cliente. Ao encontrar um vídeo íntimo da jovem com seu ex-companheiro, gravado em junho de 2025, ele passou a reproduzir o conteúdo e, ao mesmo tempo, registrá-lo com seu próprio celular.
A situação veio à tona após a vítima perceber comportamentos suspeitos e ouvir comentários entre funcionários da loja. Ao questionar o técnico, ele negou a acusação. Ainda assim, a jovem conseguiu acessar o aparelho do funcionário, onde constatou que o vídeo havia sido gravado. Ela apagou o material imediatamente.
O gerente do estabelecimento foi acionado e, segundo a vítima, outros colaboradores presenciaram o ocorrido. A orientação recebida foi para que ela registrasse a ocorrência policial.
O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que já solicitou imagens das câmeras de segurança do local para auxiliar na apuração dos fatos.
A advogada da vítima, Amanda Romero, destacou a gravidade da situação e alertou para o risco de outros casos semelhantes. Segundo ela, trata-se de uma violação séria de privacidade, que poderia ter consequências ainda mais graves caso o conteúdo fosse compartilhado.
A delegada responsável pelo caso, Analu Ferraz, também orientou a população sobre medidas de proteção ao deixar aparelhos em assistência técnica. Entre elas, destacou a utilização de recursos de segurança disponíveis em smartphones, como o chamado “modo de manutenção”, que limita o acesso a dados pessoais durante reparos.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de enquadramento em crimes como invasão de dispositivo informático e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento. O caso segue sob investigação.















