Conhecido nacionalmente pelo episódio em que teve a frase “Eu sou ladrão e vacilão” tatuada na testa, o jovem Ruan Rocha da Silva, de 25 anos, voltou a ser preso nesta terça-feira (27) durante uma tentativa de furto em Diadema, na região metropolitana de São Paulo.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), guardas municipais foram acionados após a invasão de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) localizada na Rua Mem de Sá, no bairro Casa Grande. O suspeito teria entrado no local e fugido levando uma lavadora.
Durante diligências realizadas nas proximidades, Ruan foi localizado ainda em posse do objeto furtado. Ao ser abordado, ele confessou o crime e recebeu voz de prisão em flagrante por furto. O jovem foi encaminhado à delegacia, onde teve fiança estipulada, mas não efetuou o pagamento, permanecendo detido e à disposição da Justiça.
A ocorrência foi registrada no 3º Distrito Policial de Diadema, que seguirá com a investigação do caso.
Caso ganhou repercussão nacional em 2017
O nome de Ruan Rocha da Silva passou a ser amplamente conhecido em 2017, quando, aos 17 anos, teve a frase ofensiva tatuada à força na testa após tentar roubar uma bicicleta. O ato foi cometido por Ronildo Moreira de Araújo e Maycon Wesley Carvalho dos Reis, que foram presos em flagrante e responderam pelo crime de tortura contra o adolescente.
Na época, os autores alegaram à polícia que a agressão foi motivada por revolta diante da tentativa de roubo. O caso gerou comoção nacional e reacendeu o debate sobre violência, justiça com as próprias mãos e direitos humanos.
Tentativas de recomeço e reincidência criminal
Após o episódio, uma organização não governamental promoveu uma campanha para arrecadar recursos destinados à remoção da tatuagem. Ruan, que era dependente químico, chegou a ser internado em uma clínica de reabilitação e declarou publicamente a intenção de mudar de vida.
Em vídeo divulgado pela família à época, o jovem afirmou que buscaria tratamento para se recuperar do vício em drogas. Apesar disso, ao longo dos anos seguintes, ele voltou a ser preso em outras ocasiões. Em 2024, apenas dois dias após a expedição de um alvará de soltura, foi novamente acusado de furtar uma residência na zona oeste da capital paulista.
O novo episódio reforça o histórico de reincidência criminal e mantém Ruan novamente sob custódia do sistema de Justiça.















