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7º feminicídio MS: Indígena morre carbonizada no Dia da Mulher

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia. - Foto: Divulgação / Polícia Civil

A morte da indígena Ereni Benites, de 44 anos, marcou de forma trágica o Dia Internacional da Mulher deste ano. Ela morreu carbonizada após um incêndio atingir a casa onde morava, na madrugada do último domingo (8), em uma aldeia localizada no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pelas autoridades. O caso passou a ser investigado como feminicídio, crime caracterizado quando a mulher é assassinada em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes policiais foram acionadas por volta da 1h da madrugada após moradores relatarem um incêndio em uma residência da comunidade indígena. Diante da possibilidade de haver vítimas no interior do imóvel, equipes da perícia e do Instituto Médico Legal foram mobilizadas para atender a ocorrência.

Ao chegarem ao local, os profissionais constataram que Ereni Benites estava dentro da casa no momento em que as chamas se espalharam, não conseguindo sair a tempo e morrendo carbonizada.

Informações iniciais apontam que, antes do incêndio, a vítima estava em uma residência próxima consumindo bebidas alcoólicas com outras pessoas. Em determinado momento, ela retornou para sua casa. Pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelo fogo.

Testemunhas que estavam com Ereni antes do ocorrido deverão prestar depoimento para ajudar a esclarecer as circunstâncias do incêndio e a possível dinâmica do crime. Durante as primeiras diligências, o ex-companheiro da vítima foi apontado como suspeito e acabou preso em flagrante.

Número de feminicídios preocupa autoridades

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul chega ao sétimo caso de feminicídio registrado nos primeiros meses de 2026, número que tem preocupado autoridades e órgãos de proteção às mulheres.

Um dos casos mais recentes ocorreu no município de Anastácio, onde Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta dentro de casa. O marido, Edson Campos Delgado, chegou a alegar inicialmente que teria encontrado a esposa sem vida, levantando a hipótese de suicídio. No entanto, durante a investigação, ele acabou confessando que havia asfixiado a vítima.

Outro caso que chocou o estado ocorreu em Três Lagoas. Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, morreu após permanecer internada em estado grave. Ela havia sido brutalmente agredida pelo marido com golpes de marreta no dia 3 de março e chegou a ser transferida para o hospital em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Também em Três Lagoas, a jovem Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada no dia 25 de fevereiro. O namorado, Wellington Patrezi, procurou a polícia e confessou o crime.

No município de Coxim, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas no dia 22 de fevereiro. O principal suspeito chegou a ser o próprio filho da vítima, mas o caso passou por novos desdobramentos durante a investigação.

Outro crime ocorreu em Corumbá, onde a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido.

O primeiro feminicídio registrado no estado em 2026 ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, no município de Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que posteriormente tirou a própria vida.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul segue investigando o caso de Ereni Benites para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e confirmar a dinâmica do crime. As autoridades reforçam a importância de denunciar qualquer tipo de violência contra a mulher para evitar que novos casos como esses aconteçam.

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