A confirmação de novos casos do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, levou autoridades de saúde de países asiáticos a retomarem protocolos sanitários semelhantes aos utilizados durante a pandemia da covid-19. O objetivo é reduzir o risco de disseminação de um vírus considerado altamente letal.
Desde o início de janeiro, ao menos cinco infecções foram oficialmente confirmadas na região indiana, incluindo casos entre profissionais da saúde. Como resposta imediata, medidas como uso obrigatório de máscaras, disponibilização de álcool em gel e monitoramento de sintomas em passageiros voltaram a ser aplicadas em aeroportos estratégicos do continente asiático.
Terminais internacionais como Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket, na Tailândia, estão entre os que reforçaram os controles sanitários. Além disso, aeroportos no Nepal e em Taiwan passaram a distribuir materiais informativos aos viajantes, orientando sobre sinais clínicos associados ao vírus Nipah e os procedimentos a serem adotados em caso de suspeita.
Até o momento, não há registros oficiais da circulação do vírus fora da Índia. As ações preventivas adotadas seguem recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a situação e orienta os países quanto às estratégias de contenção.
Além do controle de passageiros, os aeroportos intensificaram rotinas de limpeza e desinfecção, utilizando produtos específicos em áreas de grande circulação, com foco na prevenção de possíveis contaminações ambientais.
O vírus Nipah tem como principal reservatório natural morcegos da espécie Pteropus, podendo ser transmitido a outros animais e aos seres humanos. A infecção pode ocorrer tanto pelo contato direto com animais contaminados quanto pelo consumo de alimentos infectados.
No início deste mês, dois profissionais da saúde testaram positivo para o vírus, o que levou à adoção de quarentena para 110 pessoas em Bengala Ocidental, como forma de evitar a propagação comunitária.
Dados acumulados entre 2001 e 2024 indicam que pelo menos 245 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo vírus Nipah. Em quadros graves, a doença pode evoluir para encefalite, inflamação cerebral ou insuficiência respiratória severa, elevando significativamente o risco de morte.















