O jovem João Victor Martins Vieira, de 18 anos, foi novamente detido pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (14), no município de Dourados, a cerca de 225 quilômetros de Campo Grande. Ele é investigado por participação no latrocínio que vitimou o padre Alexsandro da Silva Lima, ocorrido em Douradina.
João Victor havia sido solto após audiência de custódia realizada em novembro, quando a Justiça determinou a adoção de medidas cautelares, como manter endereço atualizado e comparecer aos atos do processo. Segundo a Polícia Civil, essas determinações foram descumpridas, o que motivou a decretação de sua prisão preventiva.
A recaptura aconteceu no bairro João Paulo II, após equipes policiais localizarem o investigado e confirmarem que ele não havia cumprido as exigências judiciais impostas anteriormente.
O crime que levou à prisão do jovem envolve a morte do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Douradina. O corpo do religioso foi encontrado dois dias após o desaparecimento, enrolado em um tapete e abandonado em uma área de mata no Distrito Industrial de Dourados.
As investigações apontam que cinco pessoas estiveram envolvidas no crime, sendo dois jovens de 18 anos e três adolescentes de 17. Além de João Victor, Leanderson de Oliveira Júnior, também de 18 anos, permanece preso preventivamente. As duas adolescentes respondem em liberdade, enquanto o terceiro menor de idade cumpre medida de internação.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos localizaram o padre em sua residência, no bairro Jardim Vival dos Ipês, onde ocorreu o ataque. Laudos periciais indicaram que a vítima sofreu ferimentos por faca no pescoço e golpes na cabeça, compatíveis com objeto contundente.
O veículo da vítima, um Jeep Renegade, foi localizado posteriormente com dois dos envolvidos dentro. Ambos teriam confessado participação no crime, afirmando que o objetivo era roubar o carro, dinheiro, joias e outros pertences do religioso.
Durante depoimento, um dos suspeitos alegou que o crime teria sido motivado por supostos abusos cometidos pela vítima. No entanto, a Polícia Civil afirma que essa versão não encontra respaldo nas provas reunidas até o momento.
De acordo com o delegado Lucas Albe Veppo, responsável pelo caso, não há indícios de que o padre tivesse qualquer tipo de envolvimento prévio com os investigados. Para a polícia, a hipótese mais consistente é que o crime tenha sido premeditado e cometido com o objetivo de roubo.
A investigação também revelou que o grupo já teria negociado a venda do Jeep no Paraguai, onde o veículo seria comercializado por aproximadamente R$ 40 mil.
O caso segue sendo tratado oficialmente como latrocínio, crime que prevê penas mais severas, por envolver roubo seguido de morte.















