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Projeto de lei em MS propõe autorização para sepultamento de animais de estimação em jazigos familiares

Divulgação/ PMG

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul propõe permitir que animais de estimação possam ser sepultados em jazigos familiares de cemitérios tradicionais no estado. A iniciativa é de autoria do deputado estadual Lucas de Lima, atualmente sem filiação partidária.

A proposta busca regulamentar o sepultamento conjunto de humanos e animais de companhia, estabelecendo regras que garantam respeito aos vínculos afetivos entre tutores e seus pets, além de definir critérios sanitários e ambientais para esse tipo de prática.

De acordo com o texto do projeto, poderão ser considerados animais de estimação — também definidos como “animais não humanos” — cães, gatos ou outros animais domésticos que possuam vínculo afetivo reconhecido com seus tutores.

O projeto também define o conceito de jazigo familiar como o espaço localizado em cemitérios tradicionais destinado ao sepultamento de membros de uma mesma família, podendo, caso a proposta seja aprovada, ser estendido ao enterro de animais de estimação pertencentes àquela família.

Pela proposta, os cemitérios poderão autorizar o sepultamento de animais em jazigos familiares mediante solicitação do titular do espaço, desde que sejam respeitadas as normas sanitárias e ambientais vigentes. O texto também determina que, nos casos em que o jazigo tenha mais de um responsável, será necessário o consentimento formal de todos os cotitulares.

Além disso, o sepultamento deverá ser devidamente registrado no sistema de administração do cemitério, garantindo controle e organização das informações.

Outro ponto previsto no projeto é a possibilidade de criação de espaços destinados à preservação da memória dos animais sepultados. Esses memoriais poderão ser físicos, como placas, columbários ou jardins, ou ainda digitais, permitindo que as famílias tenham acesso a registros virtuais sobre seus animais de estimação.

Na justificativa apresentada junto ao projeto, o deputado Lucas de Lima afirma que a proposta busca atender a uma demanda crescente da sociedade, que tem reconhecido cada vez mais a importância do vínculo afetivo entre pessoas e seus animais de companhia.

Segundo ele, além de valorizar essa relação, a regulamentação também pode oferecer uma alternativa adequada do ponto de vista sanitário e ambiental para a destinação dos corpos de animais domésticos após a morte.

O projeto agora segue para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que será responsável por avaliar a constitucionalidade e a legalidade da proposta antes que ela avance para as próximas etapas de tramitação no Legislativo estadual.

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