Uma criança de apenas 1 ano precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência após sofrer um grave acidente doméstico em Divinópolis. A menina caiu da cama e acabou tendo um carregador de celular perfurado na região da testa, muito próximo ao olho. Ela segue internada em observação médica e, até o momento, não apresenta sinais de sequelas neurológicas.
Segundo informações divulgadas pelo G1, o acidente ocorreu na última terça-feira (13), no momento em que a mãe da criança teria se ausentado rapidamente para ir ao banheiro. A principal suspeita é de que a menina estivesse com o carregador nas mãos no instante da queda, o que fez com que o objeto atingisse diretamente a região frontal do crânio.
De acordo com o neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo atendimento, o impacto poderia ter sido ainda mais grave. Ele explicou que, caso o objeto tivesse atingido o olho, haveria risco real de perda da visão. Felizmente, isso não ocorreu, apesar da gravidade da lesão.
Diante da situação, a criança foi encaminhada imediatamente ao centro cirúrgico. O procedimento envolveu a retirada cuidadosa do objeto, limpeza da área atingida, lavagem, fechamento e reconstrução da região lesionada. Conforme o médico, a rapidez no atendimento foi essencial para evitar complicações mais severas, como hemorragias ou infecções graves.
Após a cirurgia, a menina permanece hospitalizada, recebendo antibióticos de forma preventiva. O especialista destacou que o cérebro infantil possui grande capacidade de adaptação e recuperação, o que contribui para a ausência de sequelas neurológicas até o momento.
Apesar da evolução positiva, o neurocirurgião alertou que lesões cerebrais podem deixar cicatrizes no tecido do cérebro, conhecidas como gliose, que futuramente podem desencadear crises convulsivas ou epilepsia. Por esse motivo, a criança deverá ser acompanhada por especialistas ao longo do desenvolvimento.
O médico também ressaltou os riscos associados a esse tipo de acidente, já que o objeto atravessou o osso do crânio e atingiu o tecido cerebral, aumentando as chances de hemorragia e infecção, como meningite.
Por fim, o caso serviu de alerta aos pais e responsáveis. O especialista reforçou que a maioria dos acidentes com crianças ocorre dentro de casa, principalmente envolvendo quedas de locais elevados. Ele orienta que bebês nunca sejam deixados sozinhos em camas, sofás ou superfícies altas, destacando que o chão, desde que protegido e livre de objetos perigosos, é o ambiente mais seguro para os pequenos.















