O adolescente João Vitor dos Santos Silva, de 17 anos, foi assassinado com extrema violência na residência onde morava com a família, no bairro Centro-Oeste, em Campo Grande. Segundo relato de familiares, o jovem foi atingido por cinco disparos de arma de fogo e ainda teve os pulsos cortados, o que levou a família a classificar o crime como um ato de tortura.
De acordo com informações repassadas pelo pai da vítima, João Vitor sofreu ferimentos graves antes de morrer. Os disparos teriam atingido as duas pernas, na região próxima à virilha, além de dois tiros no tórax e um na cabeça. Os cortes nos pulsos reforçam, segundo a família, a suspeita de que o adolescente tenha sido submetido a extrema violência antes da execução.
A mãe de criação do jovem, de 41 anos, relatou que o crime ocorreu por volta das 4h30 da madrugada, enquanto ela se preparava para sair de casa e ir ao trabalho. Ao ouvir barulhos vindos do interior da residência, saiu para verificar o que estava acontecendo e se deparou com quatro homens, que, segundo ela, haviam acabado de matar o adolescente.
Abalada, a família afirma estar revoltada com a brutalidade do homicídio. O pai, um músico de 57 anos, declarou que a dinâmica do crime indica não apenas a intenção de matar, mas de provocar sofrimento, caracterizando uma possível tortura.
Conforme relatos dos familiares, o principal suspeito seria o ex-companheiro da namorada de João Vitor, que teria deixado o sistema prisional recentemente, na sexta-feira anterior ao crime. A informação ainda está sendo apurada pelas autoridades.
A Polícia Militar realiza buscas na região na tentativa de localizar os suspeitos. Já a Polícia Civil investiga o caso e trabalha para esclarecer a autoria e a motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.















