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Nova variante da gripe A tende a se tornar mais frequente, alerta infectologista

Vacinação contra a gripe. (Helder Carvalho, Jornal Midiamax)

A circulação de novas mutações do vírus influenza A (H3N2), entre elas o subclado K — popularmente chamado de “gripe K” — deve ocorrer com cada vez mais frequência, segundo avaliação do infectologista Julio Croda. De acordo com o especialista, esse processo faz parte da própria evolução natural do vírus da gripe.

Conforme explica o médico, o subclado K representa uma alteração antigênica na estrutura do vírus, especialmente em suas proteínas, o que favorece maior disseminação quando a população ainda não possui imunidade suficiente contra essa variante específica. Esse cenário contribui para um aumento temporário da circulação viral.

O infectologista esclarece que essa mutação não havia circulado anteriormente em larga escala, o que reduz a eficácia específica da vacina atual contra a infecção. Ainda assim, a imunização continua sendo fundamental, pois oferece proteção relevante contra quadros graves, internações e mortes provocadas pelo vírus influenza H3N2.

Segundo Croda, esse fenômeno é conhecido na epidemiologia como “mismatch”, quando a cepa predominante em circulação apresenta diferenças em relação àquelas incluídas na vacina do ano. Apesar disso, ele ressalta que pessoas vacinadas seguem menos suscetíveis a complicações severas da doença.

Gravidade dos casos

Até o momento, especialistas não identificaram aumento na duração da doença em relação a outras gripes sazonais. Os sintomas costumam persistir entre três e sete dias, variando conforme a resposta imunológica de cada pessoa.

Embora a maioria apresente quadros leves, há risco de evolução para formas mais graves, especialmente entre crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas. Febre persistente, dificuldade para respirar, cansaço extremo e piora clínica são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.

Origem da variante

De acordo com o infectologista, a maior circulação do subclado K ocorre atualmente no hemisfério norte, com registros significativos na Europa e nos Estados Unidos. No entanto, não é possível afirmar como a variante chegou a Mato Grosso do Sul, já que os pacientes diagnosticados no Estado não relataram viagens internacionais recentes.

O especialista também descarta a possibilidade de entrada do vírus pela fronteira com a Bolívia. Segundo ele, não há elementos suficientes para estabelecer uma rota específica de introdução da variante no território sul-mato-grossense.

Situação em Mato Grosso do Sul

A Secretaria Estadual de Saúde informou que os três casos confirmados de gripe K no Estado já estão recuperados. Entre os pacientes estão um bebê de cinco meses e dois idosos, de 73 e 77 anos, sendo dois do sexo feminino e um do sexo masculino.

Apenas um dos pacientes apresentava comorbidades, como hipertensão e diabetes. Um único caso evoluiu para síndrome respiratória aguda grave, com necessidade de internação hospitalar. Todos receberam alta médica.

As confirmações ocorreram nos municípios de Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã. Segundo a SES, não há casos suspeitos em investigação, já que o vírus influenza A (H3N2) circula de forma regular.

Medidas de prevenção

A Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde divulgou orientações para reduzir a transmissão do vírus. Entre as principais recomendações estão evitar aglomerações, manter ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos e adotar etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar.

Pessoas com sintomas gripais devem usar máscara e evitar contato com indivíduos dos grupos de risco. Casos leves devem ser avaliados nas unidades básicas de saúde, enquanto sintomas mais intensos, como falta de ar, exigem procura imediata por serviços de urgência.

Importância da vacinação

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação contra a gripe continua sendo a principal estratégia de prevenção. Embora o imunizante não impeça totalmente a infecção pelo subclado K, ele reduz de forma significativa o risco de agravamento da doença, hospitalizações e óbitos.

Manter a caderneta de vacinação atualizada, aliada aos cuidados básicos de higiene, segue sendo essencial para conter a disseminação das variantes do vírus influenza.

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