O Governo de Mato Grosso do Sul vem executando um amplo plano logístico voltado ao setor aeroviário, com o objetivo de fortalecer a economia regional, estimular o turismo e criar um ambiente favorável à atração de investimentos privados. A previsão é de que, até o fim de 2026, sejam aplicados cerca de R$ 250 milhões em melhorias e novas obras nos aeroportos e aeródromos do Estado.
Nos últimos anos, os resultados desse planejamento já começaram a aparecer. Desde 2023, aproximadamente R$ 140 milhões foram investidos, possibilitando a reativação de oito aeródromos que estavam inoperantes. Além disso, sete aeroportos passaram a operar com voos tanto diurnos quanto noturnos, ampliando a conectividade aérea em diversas regiões sul-mato-grossenses.
Entre as obras já concluídas está a reforma do aeródromo de Jardim, que passou a integrar essa nova fase de modernização da infraestrutura aérea. Segundo o governador Eduardo Riedel, os investimentos no setor têm impacto direto no desenvolvimento do Estado e representam uma visão estratégica de longo prazo. Para ele, a qualificação dos aeródromos contribui para o fortalecimento do turismo, melhora o ambiente de negócios e eleva a qualidade dos serviços prestados à população.
As perspectivas para 2026 indicam a continuidade desse avanço, com projetos de grande porte em diferentes regiões. Um dos destaques é a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, que deve receber cerca de R$ 40 milhões. Também está previsto o balizamento noturno em aeródromos localizados nos municípios de Porto Murtinho, Inocência, Paranaíba, Coxim, Naviraí, Maracaju, Nova Andradina e Jardim, com investimento estimado em R$ 24 milhões.
Com foco no turismo, no fortalecimento da economia regional e no apoio às ações de combate a incêndios no Pantanal, o Estado planeja implantar novos aeródromos em Porto São Pedro e na região da Nhecolândia, totalizando R$ 30 milhões em investimentos. Com essas iniciativas, Mato Grosso do Sul deve passar de sete para quinze aeródromos operando 24 horas por dia.
Outros projetos também seguem em fase de planejamento ou execução, incluindo a implantação de aeródromos nos municípios de Amambai, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Iguatemi e Mundo Novo, ampliando ainda mais a cobertura aérea estadual.
De acordo com o superintendente de Logística e coordenador de Transportes Aéreos, Derick Hudson Machado, a missão definida pelo governo é integrar regiões e criar corredores aéreos que facilitem a logística e o acesso rápido a áreas mais distantes, como o Pantanal. Ele destacou que os avanços já colocam Mato Grosso do Sul em posição de destaque em relação a outros estados da região Centro-Oeste.
Como comparação, Machado explicou que o estado vizinho de Mato Grosso possui, em média, um aeródromo a cada 36 mil quilômetros quadrados, enquanto Mato Grosso do Sul conta com um aeródromo a cada 18 mil quilômetros quadrados. Para ele, esse cenário consolida o sucesso do Plano Aeroviário implantado no Estado.
Na avaliação do secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o plano aeroviário reflete um planejamento consistente e uma visão estratégica de futuro. Segundo ele, a diretriz do governo é utilizar a infraestrutura como instrumento de integração regional, redução de distâncias e geração de oportunidades.
Alcântara ressaltou ainda que a construção de uma malha aeroviária mais equilibrada fortalece o interior, conecta o Estado por terra e pelo ar e prepara Mato Grosso do Sul para um crescimento moderno e competitivo, com novas entregas previstas já para 2026.















