A Ponte Bioceânica, obra estratégica da Rota Bioceânica de Capricórnio, está muito próxima de ser concluída. Restam apenas 118 metros do trecho central para que as duas margens do Rio Paraguai sejam definitivamente conectadas, ligando Carmelo Peralta, no Paraguai, a Porto Murtinho, no Brasil.
Nesta semana, com o lançamento do concreto do segmento 13, a construção avançou para sua fase decisiva. A ponte representa um marco para a integração física, econômica e logística entre os dois países, criando um novo corredor internacional de transporte.
Com aproximadamente 1.300 metros de extensão, a Ponte Bioceânica contará com duas faixas de rolamento, uma em cada sentido, acostamentos preparados para futura ampliação e calçadas destinadas a pedestres e ciclistas. O projeto inclui ainda vias de acesso e um calçadão à beira do rio, facilitando o tráfego urbano e valorizando a região.
A obra é financiada pela Itaipu Binacional – Paraguai e tem como principal objetivo reduzir o tempo e os custos de transporte entre Brasil e Paraguai, além de conectar ambos aos portos do Oceano Atlântico e do Oceano Pacífico por meio da Rota Bioceânica.
Além do impacto logístico e econômico, a ponte também deve impulsionar o turismo e fortalecer a integração cultural entre os países. O corredor beneficiará não apenas Brasil e Paraguai, mas também Argentina e Chile, que fazem parte do traçado da Rota Bioceânica.
Mais do que uma obra de engenharia, a Ponte Bioceânica simboliza uma transformação histórica na forma de deslocamento, comércio e integração entre nações sul-americanas.



















