Trechos das MS-377 e MS-240 somam cerca de 215 quilômetros e devem ir a leilão na B3 até o fim do ano
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), confirmou que mais duas rodovias estaduais devem ser concedidas à iniciativa privada ainda em 2026. A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (6), durante o lançamento da pedra fundamental da fábrica da Arauco, no município de Inocência.
Segundo o governador, a expectativa do Governo do Estado é levar à B3, em São Paulo, até o final do ano, a concessão de aproximadamente 215 quilômetros de estradas, sendo 130 km da MS-377, no trecho entre Água Clara e Inocência, e 85 km da MS-240, ligando Inocência a Paranaíba, na divisa com Minas Gerais.
A intenção já havia sido antecipada por Riedel no início da semana e foi formalizada em publicação no Diário Oficial do Estado, que detalha os trechos incluídos no projeto de concessão.
Antes da privatização, a MS-377 passa por uma intervenção emergencial de recuperação, com serviços em cerca de 48 quilômetros da rodovia, que possui aproximadamente 130 km de extensão. O objetivo, segundo o governador, é garantir condições mínimas de tráfego até a efetivação da concessão.
“Até o final do ano, queremos levar essas rodovias à B3 para concessão. A previsão é que a MS-377 e a MS-240 estejam concessionadas ainda em 2026”, afirmou Riedel.
Rodovias estratégicas para o setor de celulose
A MS-377 tem papel estratégico no escoamento da produção industrial da região leste do Estado. A rodovia passa em frente à megafábrica de celulose da Arauco, instalada às margens do Rio Sucuriú, em Inocência. O empreendimento recebe investimentos superiores a R$ 25 bilhões e terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com escoamento previsto majoritariamente por ferrovia.
Além disso, a rodovia já é utilizada para o transporte da produção da Suzano, em Ribas do Rio Pardo, que fabrica cerca de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano. Diariamente, aproximadamente 180 carretas utilizam a MS-377 e a MS-240 para levar a carga até o terminal ferroviário instalado próximo a Inocência.
Com a concessão, esses veículos deverão pagar pedágio tanto na ida quanto na volta, conforme as regras que vierem a ser estabelecidas no contrato.
Rota da Celulose já foi concedida
Na última segunda-feira (2), o Governo do Estado assinou o contrato de concessão da chamada Rota da Celulose, que abrange 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais em Mato Grosso do Sul. O acordo foi firmado com o Consórcio Caminhos da Celulose, vencedor do certame após a desclassificação da empresa inicialmente habilitada.
O projeto envolve investimentos de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos, sendo R$ 6,9 bilhões em obras e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais. Estão previstas duplicações, construção de acostamentos, terceiras faixas, contornos urbanos, dispositivos de segurança, passagens de fauna e melhorias em pontes.
A Rota da Celulose inclui trechos das BRs 262 e 267, além das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395, e foi estruturada para atender à crescente demanda logística gerada pela expansão do setor de celulose na região leste do Estado.
O Governo do Estado avalia que a concessão das MS-377 e MS-240 será complementar a esse sistema, fortalecendo a logística, a segurança viária e a competitividade econômica de Mato Grosso do Sul.















