Pais, gestantes e responsáveis por bebês passam a ter acesso obrigatório a orientações sobre desengasgamento durante o acompanhamento pré-natal em Mato Grosso do Sul. A medida foi oficializada com a sanção da Lei nº 6.532, de 17 de dezembro de 2025, publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (18).
A nova legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Eduardo Riedel. A partir de agora, unidades de saúde da rede pública e privada poderão incluir, entre os procedimentos do pré-natal, treinamento e orientações sobre a manobra de Heimlich, técnica utilizada para socorro em casos de engasgamento, aspiração de corpo estranho e prevenção da morte súbita em bebês.
De acordo com o texto da lei, o treinamento deve envolver não apenas as gestantes, mas também os pais ou responsáveis legais do bebê, ainda durante o período do pré-natal. As informações também poderão ser reforçadas nas consultas de acompanhamento do recém-nascido, ampliando o alcance preventivo da medida.
Conhecimento que pode salvar vidas
O engasgo é uma situação de risco que pode ocorrer em qualquer fase da vida e exige resposta rápida. Embora os princípios do socorro sejam semelhantes, os procedimentos variam conforme a idade da vítima. Bebês, por exemplo, não devem receber a manobra de Heimlich tradicional, sendo necessário o uso da técnica de tapotagem.
Segundo orientações do Corpo de Bombeiros, a tapotagem consiste em posicionar o bebê de bruços sobre o antebraço do adulto, com a cabeça mais baixa que o corpo, e aplicar cinco batidas moderadas nas costas, entre as escápulas, com a mão em formato de concha. Caso a obstrução persista, o bebê deve ser virado de frente e submetido a cinco compressões no tórax, com dois dedos, alternando as técnicas até a desobstrução ou a chegada do socorro especializado.
Manobra de Heimlich
A manobra de Heimlich é indicada para crianças maiores, adolescentes, adultos e idosos. O procedimento consiste em compressões abdominais para dentro e para cima, em movimento semelhante à letra “J”, aplicadas logo abaixo do esterno. As compressões devem ser feitas em séries de cinco, com reavaliação constante da vítima. Caso o objeto não seja expelido, novas séries devem ser realizadas até a desobstrução das vias aéreas.
Em todos os casos, o Corpo de Bombeiros reforça que o atendimento de emergência deve ser acionado imediatamente. A nova lei busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre essas técnicas, reduzindo riscos e aumentando as chances de salvar vidas em situações de emergência.















