O assassinato de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, registrado na madrugada deste domingo (14), em Ribas do Rio Pardo, configura o 39º feminicídio ocorrido em Mato Grosso do Sul em 2025. O crime, que chocou a população local, reforça o grave cenário de violência doméstica e de gênero no Estado.
Aline foi atacada com três facadas dentro da própria residência. Segundo informações da Polícia Civil, dois golpes atingiram o tórax e um a perna esquerda. Ela chegou a ser socorrida e levada ao hospital da cidade, com previsão de transferência para Campo Grande devido à gravidade dos ferimentos, mas não resistiu e morreu horas depois.
O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos, com quem Aline manteve um relacionamento por cerca de 11 anos. O casal estava separado havia aproximadamente um ano, mas, conforme relataram familiares, as agressões, ameaças e perseguições teriam continuado mesmo após o fim da união.
Aline deixou quatro filhos, sendo três deles fruto do relacionamento com o ex-marido. A família relata que a vítima tentava reorganizar a vida após a separação, mas vivia sob constante medo em razão do comportamento do suspeito.
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai de Aline acionou a Polícia Militar ao tomar conhecimento da agressão. Os policiais se deslocaram até o local e encontraram Marcelo ainda na residência. Durante buscas no imóvel e nas imediações, a faca utilizada no crime foi localizada dentro de uma lixeira.
Marcelo Augusto Vinciguerra foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil. A arma branca foi apreendida e o caso segue sob investigação. O inquérito policial trata o crime como feminicídio, caracterizado pela violência praticada contra a mulher no contexto de relação íntima e familiar.
Órgãos de segurança pública e entidades de defesa dos direitos das mulheres destacam que o caso de Aline expõe mais uma vez a urgência de políticas eficazes de prevenção, proteção às vítimas e combate à violência doméstica em Mato Grosso do Sul, que já registra números alarmantes de assassinatos de mulheres motivados por gênero em 2025.















