O religioso deverá prestar serviços comunitários durante o período da pena e pagar multa determinada pela Justiça
Um pastor que atuava em Dourados foi condenado por estelionato após usar a fé de fiéis para obter vantagem financeira, prometendo curas impossíveis, como desaparecimento instantâneo de cicatrizes e reconstrução de órgãos. Os episódios ocorreram em 2016 e resultaram em ação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
A Justiça aplicou pena de um ano de reclusão em regime aberto e 10 dias-multa, substituída por prestação de serviços à comunidade. Uma das vítimas, moradora de Dourados, gastou cerca de R$ 4 mil ao acreditar que teria a cicatriz da perna “curada milagrosamente”. O pastor exigiu pagamento de viagem e hospedagem para ele e a família, e, após a não realização do suposto milagre, chegou a culpá-la pela falta de fé.
O magistrado destacou que a liberdade religiosa não é violada, mas que a fé não pode ser usada como ferramenta de exploração econômica. Já o MP reforçou que o caso não julga crenças, e sim a manipulação de pessoas vulneráveis por meio de falsas promessas.















